sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

Idade dos Metais
Por volta do ano 6000 a.C., o homem obteve uma importante conquista: descobriu que era possível fazer objetos de metais. O primeiro metal trabalhado por ele foi o cobre. Posteriormente, por meio da fusão, misturou cobre com estanho e obteve um metal mais resistente, passou a produzir armas mais poderosas e ferramentas mais eficientes. Por volta de 1500 a.C., conseguiu utilizar o ferro.
O uso dos metais, nesse período, foi o principal fator para o aperfeiçoamento dos instrumentos e das técnicas usadas na guerra, na caça e na agricultura. Os vestígios metalúrgicos mais antigos foram encontrados no Irã, na Turquia e no Líbano.
Com a agricultura, a criação de animais, o desenvolvimento da cerâmica, da tecelagem e o uso de metais, surgiram os trabalhadores especialistas, o tecelão e o ferreiro.
Ao mesmo tempo, o desenvolvimento dessas atividades levou ao surgimento das primeiras povoações, com a formação de pequenas vilas e cidades. Como resultado dessas conquistas os homens passaram a produzir mais do que necessitavam para seu próprio consumo.
Assim, começaram as disputas para ver quem ficava com esse excedente. Os vencedores enriqueciam ao se apropriar das terras e dos bens dos vencidos, que ficavam mais pobres.
Acredita-se que o trabalho especializado, as cidades, a propriedade privada, a desigualdade social, o Estado e a escrita surgiram primeiramente na Mesopotâmia e no Egito.
Origem da tatuagem

Rebeldia, personalidade, História. Essas podem ser uma das poucas palavras que podem definir o significado da tatuagem entre nós. No contexto da sociedade contemporânea, o individualismo induz muitas pessoas a fazerem de sua pele o local do registro de idéias, valores ou da simples vaidade. Um dos mais conhecidos registros que se tem sobre as tatuagens é do capitão inglês James Cook, quando o mesmo tentava entrar em contato com os nativos do Taiti. O povo daquela região designava o hábito de pintarem definitivamente a pele de “tatau”, por conta do barulho produzido pelos instrumentos utilizados na confecção de suas tatuagens. No entanto, não podemos dizer que eles foram os primeiros a desenvolverem esse tipo de hábito. O homem de Ötzi, com cerca de mais de 5300 anos, fazia inveja a qualquer aficcionado por tatuagens dos dias de hoje. Em seu corpo foram encontradas mais de cinqüenta tatuagens que, de acordo com alguns estudiosos, tinham significações religiosas. A prática da tatuagem também foi registrada entre os egípcios e os pictos, uma civilização antiga do Norte da Europa. No Brasil, diversas tribos indígenas traziam tatuagens pelo corpo. Os waujás e os kadiwéus são alguns dos povos indígenas que utilizavam da pintura definitiva para expressarem rituais de passagem e reverência a alguns elementos da natureza. Apesar da existência da tatuagem, esse hábito não se popularizou por conta das culturas indígenas. Foram os marinheiros ingleses, por meio do contato com os polinésios que difundiram essa prática pelo mundo. A reprodução de feras do mar, caveiras e embarcações demonstravam as aventuras desses homens que se lançavam pelo mar. Sendo os mesmos sujeitos de pouca condição financeira ou influência social, fizeram da tatuagem algo popular entre os guetos, prostíbulos e tavernas freqüentadas pela “escória”, ou seja, desocupados, lutadores de rua, criminosos e prostitutas. Esse tom marginal dado à tatuagem também fazia com que corpos tatuados fossem presença garantida nas atrações circenses dos chamados freak shows. Foi somente na segunda metade do século XX que a tatuagem incorporou os ideais da cultura ocidental. O seu tom contestatório ultrapassou barreiras tornando-se um símbolo de ousadia e personalidade. Motivações íntimas, delicadas e suaves também incorporaram o mundo das tatuagens. Homens e mulheres de mais idade hoje também tatuam seus corpos. Ela deixou de ser um item exclusivo de uma cultura jovem para tornar-se uma via de expressão da subjetividade.
Peste negra
Epidemia de peste que devastou a Europa em meados do século XIV. Chegou à Europa a partir da China em 1348 e expandiu-se com grande velocidade pela maioria dos países. Seus resultados foram desastrosos. O bacilo da peste afeta os roedores selvagens e seus parasitas, em especial o rato negro e sua pulga, Xenopsylla cheopis. Um rato doente, portador do bacilo, pode infectar a pulga que se alimenta de seu sangue e, em determinadas condições, esta pode transmitir a doença aos seres humanos. Os historiadores modernos acreditam que foi essa a causa mais comum de expansão da doença. Há duas formas de peste: a peste bubônica, que afeta os gânglios linfáticos e a peste pneumônica, uma das moléstias mais infecciosas e mortais conhecidas pelo ser humano e que atinge os pulmões. Transmitia-se com facilidade, já que podia ser difundida pela tosse e pelos espirros. Ambas as formas coexistiram. A epidemia cruzava as fronteiras com facilidade, não só entre diferentes países, mas também entre animais e seres humanos. Não há dúvidas sobre o dramático impacto da peste em 1348-1349. Muitos observadores contemporâneos mostraram-se impressionados ante a devastação humana causada pela doença. Posteriormente, calculou-se que, nas áreas mais afetadas da Europa, mais da metade da população pereceu.





Universidades da Idade Média
No tramitar da Idade Média, uma grande parte da população não tinha acesso ao conhecimento, nem mesmo o básico que é ler e escrever, e não tinha nenhuma perspectiva na vida de reter tais conhecimentos. O que ocorria neste período é o que ocorre nos dias atuais, as disparidades financeiras e de oportunidades. Na Idade Média ler e escrever eram privilégio de uma estreita parcela da população composta por integrantes da igreja e comerciantes. As primeiras escolas medievais se instalavam e eram regidas pelas igrejas e mosteiros, a partir do século XII, houve uma conscientização acerca da educação, pois a formação se fazia importante no comércio, que utilizava a escrita e o cálculo, e nesse mesmo período surgiram escolas fora da igreja. As universidades tiveram início no século XIII, como um tipo de associação de professores e alunos que se unia para questionar as autoridades, a universidade da França surgiu a partir de uma associação de professores e a da Itália foi composta por alunos. As universidades da Idade Média permitiam dentro de suas dependências o livre pensamento e ideologias, nesta época existia faculdade de artes, medicina, direito e teologia, todas as aulas eram ministradas em latim assim como grande parte das obras escritas. No século XI desenvolveu-se uma literatura variada: A poesia épica (falava sobre heróis e honra), a poesia amorosa (falava de amor e admiração à mulher) e Romance (guerra, aventura e amor). No campo da filosofia, os principais eram Santo Agostinho e São Tomás de Aquino, o primeiro defendia a razão e o mundo espiritual como superior e o segundo afirmava que o homem não devia se apoiar na religião.
Origem do aparelho dentário
Os aprimoramentos no campo da estética produzem atualmente uma avalanche de novidades que parecem singularizar nossa época. Maquiagens, cremes, tratamentos capilares, medicações, cirurgias parecem compor esse universo voltado para determinados paradigmas de beleza, harmonia e perfeição. Entretanto, poucos imaginam de que forma esse tipo de preocupação também afetou homens de outras épocas.
Para compreendermos melhor essa questão no passado, vamos falar um pouco sobre a busca por um "belo sorriso". Entre os gregos, essa preocupação já tomava alguns dos estudos e anotações de Hipócrates e Aristóteles. Em seus estudos sobre o corpo humano, ambos tentavam desenvolver uma técnica de correção dental. Indo para um tempo mais distante, temos uma múmia egípcia, descoberta por cientistas britânicos, que tinha uma folha metálica presa aos seus dentes tortos.
Em outras culturas, o sorriso, além de belo, deveria ser imortal. Pesquisadores que estudaram a civilização etrusca, um dos povos mais antigos da Península Itálica, descobriram que os seus mortos tinham toda sua dentição presa a tocos de madeira. Tal prática visava manter intacto o sorriso do morto em sua vida além-túmulo. Entre os romanos, o fisiologista Aurelius Cornelius indicava a pressão manual como técnica de correção da arcada dentária.
No período medieval, as idéias voltadas para a salvação do espírito pouco se importavam se o corpo físico tinha dentes belos ou desgrenhados. Somente na Europa do século XVIII, com a febre racionalista e empírica, novos estudos contribuíram para o surgimento da ortodontia. No ano de 1728, a publicação "O Cirurgião Dentista", de Pierre Fauchard, dava dicas sobre como seria possível corrigir os dentes de um paciente.
Nessa mesma obra, o estudioso francês apresenta uma engenhoca formada por uma peça metálica em forma de ferradura feita para expandir e, dessa maneira, melhor acomodar os dentes. O invento, batizado de "bandeau", é reconhecido como um dos primeiros esboços dos atuais aparelhos dentários. Quase um século depois, um outro francês chamado Gaston Delebarre foi responsável pela criação daquele fio de metal ainda hoje utilizado nos aparelhos ortodônticos.
Ainda no século XIX, o dentista Joachim Lafoulon foi responsável por criar o termo que designaria essa especialidade odontológica como "ortodontia". Depois disso, "Tratado sobre deformidades orais", do norte-americano Norman W. Kingsley pontuou novas técnicas que se tornaram referência para os tratamentos ortodônticos até a primeira metade do século XX. Depois disso, os aparelhos ortodônticos ficaram populares com o aprimoramento na fabricação de bandas, braquetes e fios.
Depois disso, a busca por esse tipo de tratamento passou a ser aprimorada com o objetivo de camuflar a presença do próprio aparelho. Os aparelhos externos, popularmente chamados de "freio de burro" causavam muito constrangimento às pessoas e, em muitos casos, desencorajava outros a passar pelas dolorosas sessões de manutenção do aparelho. Na década de 1970, novas técnicas permitiram a colagem direta dos braquetes na parte interna da arcada dentária.
Uma das últimas inovações nesse campo são os alinhadores transparentes de silicone, que transformaram a ortodontia em um tratamento praticamente imperceptível. A partir de então, os vários dos incômodos e ferimentos causados pelos aparelhos metálicos foram deixados para trás. Dessa forma, a busca pelo sorriso perfeito não exige o enfrentamento da "via crucis" que atormentava aqueles mais vaidosos ou, talvez, menos corajosos.



Halloween, o dia das bruxas





Dizer que o Dia das Bruxas, comemorado no Brasil no dia 31 de outubro, é apenas uma assimilação do Halloween norte-americano não seria uma verdade absoluta, pois a origem desta tradição remonta a passado e povos distantes: os celtas e druidas.
Os celtas
Os celtas comemoravam essa data no festival de Samhaim, no século V a.C. para agradecer as boas colheitas e porque acreditavam que nesse dia, que marcava o início do ano céltico, os espíritos desencarnados de todos aqueles que morreram no decorrer do ano, voltavam na busca de corpos de pessoas vivas nas quais eles habitariam durante o ano que se iniciava. Acreditava-se que essa era a única esperança de vida após a morte. Naturalmente, os que estavam vivos não queriam ser possuídos pelos espíritos dos mortos. Então, na noite de 31 de outubro, os habitantes dos vilarejos apagavam os fogos em suas casas, para torná-las frias e indesejáveis. Eles então se vestiam com roupas fantasmagóricas e realizavam desfiles barulhentos pela vizinhança, sendo tão destrutivos quanto possível, de maneira a assustar e amedrontar os espíritos que estavam a procura de corpos.
Os druidas
Os druidas, antigos sacerdotes de Gália e da Bretanha, também colaboraram para o Halloween se tornar uma comemoração tradicional. O ano novo Druida começava em 1º de novembro. Na noite anterior, eles acendiam uma grande fogueira no topo das colinas e pintavam o corpo para observar as chamas e contar suas experiências para celebrar o final do verão e da sua fertilidade. A fogueira também era acesa porque eles achavam que suas chamas poderiam ajudar o Sol durante o inverno.
O cristianismo e a festa pagã
Quando o cristianismo substituiu as religiões pagãs, as igrejas aproveitaram o dia 31 de outubro para homenagear todos os Santos. Já a noite anterior foi utilizada como dia oficial para se opor os fantasmas. A partir do final do século XVIII e XIX, a véspera do dia de todos os Santos se transformou, em alguns países num dia festivo, celebrado com trajes de fantasia, lanterna e jogos.
Por que uma vela dentro da abóbora?
Esse hábito vem da Irlanda. Segundo o folclore desse povo, um homem chamado Jack tinha o hábito de fazer brincadeiras satânicas em cima de uma árvore. Numa dessas vezes Jack conseguiu prender o diabo dentro da árvore. Então, fez um pacto com o diabo que dizia o seguinte: "Se você me deixar em paz e nunca me incomodar, eu te solto". O diabo aceitou a proposta, e assim estava criado o pacto entre os dois. O tempo passou e Jack morreu, mas não conseguiu entrar no paraíso. O diabo, temendo as brincadeiras de Jack no inferno, não o quis também, mas deu a ele uma vela para iluminar seus caminhos. Jack então ficou com a vela que teria que durar a eternidade e, para que ela nunca apagasse, colocou dentro de um nabo com pequenos furos. Com o tempo o nabo foi substituído pela abóbora.
Por que "travessuras ou doces"?
Acreditava-se na cultura celta que para se apaziguar espíritos malignos, era necessário deixar comida para eles. Esta prática foi transformada com o tempo e os mendigos passaram a pedir comida em troca de orações por membros mortos da família. Também neste contexto, havia na Irlanda a tradição, que um homem conduzia uma procissão para angariar oferendas de agricultores, a fim de que suas colheitas não fossem amaldiçoadas por demônios. Uma espécie de chantagem, que daí deu origem ao "travessuras ou doces" (trick or treat).
O que quer dizer Halloween?
"Hallowed" é uma palavra do Inglês antigo que significa "santo", e "e'en" também de origem inglesa significa "noite", então o significado é "Noite Santa" ou "All Hallows Eve", "Noite de Todos os Santos".
Do medo à diversão
Anteriormente, o Halloween era considerado uma noite de medo, na qual homens sensatos respeitavam os duendes e os demônios. Hoje, esse dia nada mais é do que uma grande diversão, onde crianças e adultos se fantasiam de vampiros, múmias e fantasmas e saem às ruas festejando. O que será que os celtas e druidas achariam disso?

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009


O hábito de fumar teve diversas significações ao longo da história. No processo de descoberta do continente americano o hábito seria um exotismo apreciado pelos curiosos europeus. Séculos mais tarde, as películas dos primeiros filmes norte-americanos colocavam um pomposo cigarrinho na boca de suas divas e galãs como sinal de seu estilo de vida sofisticado. Hoje em dia, é alvo de grandes disputas judiciais e campanhas que combatem o hábito extremamente nocivo à saúde.

No entanto, quais seriam os primeiros responsáveis por criar esse hábito que ainda atrai milhares de pessoas ao redor do mundo? De acordo com as pesquisas voltadas para o assunto, a descoberta do cigarro deve ser atribuída aos nativos que moravam no continente americano. Alguns indícios arqueológicos apontam que o consumo de cigarro já acontecia há mais de oito mil anos. Os astecas fumavam o tabaco enrolado em folhas de junco ou tubos de cana. Outros povos preferiam a velha, e ainda conhecida, casca do milho.

Em um vaso maia do século X, foram encontrados índicos arqueológicos com o desenho de um grupo de indígenas fumando um chumaço de folhas de tabaco enroladas a um tipo de barbante. Aproximadamente cinco séculos mais tarde, quando o navegador Cristóvão Colombo chegou à América, os europeus tomaram gosto pelos hábitos dos nativos encontrados na região das Bahamas. Na ocasião, o navegador Rodrigo de Xerxes experimentou o hábito indígena e, quando retornou à Europa, levou algumas folhas consigo.

Algumas décadas mais tarde, os europeus passaram a reinventar os modos de consumo do tabaco. Já no século XVI apareceram os primeiros charutos, que se restringiam a uma pequena parcela da população que tinha condições de pagar pela cara especiaria. Surpreendentemente, foi o próprio caráter excludente do charuto que abriu caminho para a criação do cigarro. Trabalhadores pobres de Sevilha picavam restos de charuto na rua e enrolavam em papel.

Criando esse “charuto alternativo” teríamos o estabelecimento dos primeiros cigarros de toda a História. Apesar da criatividade empregada e a funcionalidade do novo produto, passaram vários séculos para que o consumo de cigarro se tornasse bastante popular. Segundo algumas estimativas, no final do século XIX, o hábito de mascar tabaco era bem mais popular que o consumo do cigarro. Somente no final desse mesmo século, o cigarro foi popularizado quando James Bonsack criou a máquina de enrolar cigarros.

Durante a Primeira Guerra Mundial (1914 – 1918), os soldados ganhavam carteiras de cigarro nas trincheiras de guerra. Atualmente, segundo algumas estimativas, cerca de um bilhão de pessoas fumam regularmente. A popularização do seu consumo acabou incitando vários problemas de saúde pública que hoje justificam a proibição por lei do uso do cigarro em lugares onde há grande circulação de pessoas.