segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009
A África na Idade Média
Entre 1000 e 1500, o islamismo trazido por árabes que realizavam trocas no continente se expandiu no sul da África e em alguns impérios como religião principal. Nas sociedades africanas, também havia escravos que serviam o império por determinado tempo e depois eram devolvidos à suas famílias e reintegrado na sociedade. Alguns escravos tinham cargos de destaque na administração dos impérios.
A partir de 1442, o tráfico de escravos aumentou consideravelmente, pois os objetos de luxo e o sal que chegava até as sociedades faziam com que os impérios trocassem os escravos por tais objetos que vinham do Oriente. Esses escravos, a princípio eram enviados para a Europa e para a América.
quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Na favela chamada Tupac Amaru, que se espalha por uma vasta área na periferia de Lima, as crianças brincam na poeira milenar. Debaixo de seus pés, conservado pelo solo seco, está um dos maiores cemitérios Incas já encontrados no Peru. Este sítio pré-hispânico, chamado Puruchuco-Huaquerones, data de uma época marcada pela colonização espanhola e conhecida como Horizonte Tardio (1438-1532).
Só no pátio da escola, uma das 15 áreas examinadas em três anos, salvamos mais de 120 fardos de múmia (um fardo contém ou mais corpos envoltos em camadas de tecido e algodão, juntamente com seus objetos pessoais), típicos dos enterros incaicos e pré-incaicos. A história da favela de Tupac Amaru é comum no Peru. Em 1989 cerca de 340 famílias, fugindo da guerrilha nas montanhas, se assentaram nesta área. Ludibriados por vigaristas, , acreditavam que em breve receberiam os títulos de suas propriedades.
Enquanto isso, 2 metros abaixo do solo, sem defesa contra o repentino fluxo de água e esgoto vindo da nova favela, as múmias começaram a se decompor. Alguns moradores da favela desenterraram as múmias e as queimaram, tentando evitar uma escavação arqueológica que poderia atrasar a urbanização do novo assentamento já em curso. Embora o local tenha sofrido muitos danos nos anos seguintes, o Instituto Nacional de Cultura (INC) do Peru por fim solicitou uma avaliação arqueológica na área. Cheguei de Lima em 1999, trazendo minhas ferramentas e minha equipe. Para evitar que o governo os transferisse para outras áreas, os moradores locais (na época m,ais de 1240 famílias) resolveram suspender a terraplanagem e até coletar o dinheiro para ajudar a financiar nosso trabalho. Com isso, esperavam que o governo lh
e reconhecesse os títulos de propriedades de terra. Em três estações de escavação conseguimos retirar, examinar e fotografar mais de 2,2 mil indivíduos de todas as idades e classes sociais, enterrados ao longo de um período de 75 anos. Puruchuco, com seus 8 hectares, é o segundo maior cemitério já escavado no Peru (o maior é Ancón). Esses tesouros culturais serão futuramente exibidos em um museu local. Enquanto mergulhamos no passado, e vida em Tupac Amaru prossegue com sua animação habitual. As crianças brincam no solo sagrado, correndo entre muretas das nossas escavações e espiando o túmulo de algum antigo morto que "engoliu" sua bola de futebol. Alguns acreditam que o espírito dos mortos causou uma onda de doenças por aqui, inclusive a minha tosse renitente. Mesmo assim, muitos dizem que se sentem emocionados ao ver com os próprios olhos os que caminharam sobre suas terras em épocas passadas. 
Segredos sob o pátio escolar
Um morador prepara um grande fardo com uma múmia, nunca antes perturbada, para ser retirado da escavação arqueológica no pátio escolar. Foram necessários 4 homens para levantar o fardo túmulo. O pes total é de 175 quilos. Em aspanhol chamamos esses fardos de falsas, por terem em cima uma imitação de cabeça (de tecido com enchimento em algodão). Um adorno com penas, sinal de elevado status do morto, continua preso à cabeça de uma múmia encontrada na proximidades. Uma estrela de cobre, desenterrada ao sul da escola, adornava o escudo de um guerreiro, feito de bambu e junco. Quem mais ajudou a preservar esses tesouros foram as pessoas que os enterraram, lacrando os túmulos com areia, cascalho e cacos de cerâmica.
Como desembrulhar uma múmia Uma múmia especial, embrulhada em 135 quilos de algodão cru, ganhou o apelido de "Rei do Algodão". Em geral os Incas envolviam seus nobres em tiras de tecido. Semanas depois de descobri-la, alguns membros da equipe continuavam a examinar o enchimento, à procura de algum objeto quer pudesse estar ali emaranhado. No mesmo fardo havia um bebê, provavelmente um parente do adulto. Ao retirarmos a criança, sobrou um buraco no enchimento. Pelo volume do invólucro e pela variedade de objetos encontrados na múmia, podemos deduzir que o adulto e o bebê pertenciam à elite.
Os Incas acreditavam que as almas mantinham contato com os vivo e, portanto, cuidavam bem dos mortos. O "Rei do Algodão" foi enterrado junto com vários objetos cotidianos (alimentos, cerâmicas, milho para fazer chicha, uma bebida fermentada). Outros objetos demonstram sua elevada posição na sociedade: as penas de aves exóticas em seu adorno de cabeça, que também servia de estilingue, e a clava, que indica ter sido ele um guerreiro poderoso. O que mais revela sua riqueza, porém, são as oferendas de cascas de ostras do tipo Spondylus, importadas do Equador. A pose do homem, assim como o enchimento de algodão, nos deixa intrigados. Em vez de estar em posição fetal, típica dos adultos, ele tinha os joelhos dobrados como se estivesse ajoelhado, e seus dedos dos pés em ponta, como um dançarino. Não sabemos o que isso significa.
O DNA extraído de seus ossos deve revelar se os mortos são pai e filho. Já chegamos a encontrar até sete corpos no mesmo invólucro. Este continha apenas dois. A cabeça falsa caracteriza os fardos desenterrados em Puruchuco. Alguns usavam mascaras ou peruca, mas o rosto fallso era sempre deixado em branco. Preparados para o além As mão do "Rei do Algodão" seguram um pedaço de tecido, uma concha e uma bolota feirta de cal. Até hoje os habitantes locais mastigam pdacinhos de cal junto com coca, para extrair delas a substância estimulante. A múmia foi limpa, retratada e separada do invólucro de algodão e da maior parte dos 170 objetos que a acompanhavam. Entre eles encontramos milho amendoim, batatas, feijões e uma cabaçacheia de pó de cal; Tupus, ou alfinetes feitos de prata e de cobre; e ainda um pente de madeira e pinças de prata, já negras pela corrosão. Uma figura ainda enfeita a alça de um vaso de cerâmica.
Tecidos para a eternidade Os tecelões peruanos eram mestres da elegância. Um elaborado adorno de cabeça tem penas de pássaros importadas e desenhos de peixes, duas abas para as orelhas e uma longa faixa que caía pelas costas, mostrando que pertencia a alguém de alta posição social.
Onde esta a ossada de Pedro Alvares Cabral?

O túmulo permaneceu esquecido por muito tempo, até muitos turistas passaram a questionar o motivo pelo qual a lápide homenageava apenas a esposa de Pedro Álvares. Com isso um inquérito foi aberto para investigar o caso, em 1882, constatou-se que no jazigo havia restos de um carneiro e ossada de três humanos, sendo duas mulheres e um homem. O fato era misterioso, pois ali deveria conter apenas duas ossadas masculinas e uma feminina: Cabral e seu filho e a de Isabel, sua mulher. Não tendo muitos recursos na época, não tiveram como fazer a identificação dos corpos.
Em 1903, a campanha nacionalista iniciada em 1871 por dom Pedro II, requeria o translado dos restos mortais de Cabral para o Rio de Janeiro. Porém neste momento, o sepulcro que deveria conter as ossadas de Pedro Álvares Cabral já possuía cinco ossadas masculinas, uma feminina e duas de crianças. Uma parte da ossada que veio para o Brasil estava toda misturada. Além disso, em 1961, a Igreja de São Tiago, de Belmonte, cidade onde Cabral nasceu, recebeu uma oferta de Santarém: para guardar o que seria sua verdadeira ossada. Por esse motivo é que não se tem a real localização da verdadeira ossada de Cabral. Alguns estudiosos supõem que a sepultura havia sido violada durante as invasões francesas.
segunda-feira, 12 de janeiro de 2009
Santo do pau oco

Santos do pau oco eram imagens de santos rústicas, esculpidas em madeira oca, que eram utilizadas para esconder ouro e pedras preciosas, na tentativa de se driblar a cobrança do “quinto” o imposto de 20% que a Coroa Portuguesa cobrava sobre todos os metais preciosos explorados no Brasil. As imagens de santos, recheadas de ouro e outras preciosidades, passavam despercebidas nos postos de fiscalização da Coroa Portuguesa.
Para os mineiros e os fazendeiros funcionavam como um cofre portátil onde guardavam algumas das preciosidades sem delas pagar o imposto à Coroa.
domingo, 11 de janeiro de 2009
quem foi Bartolomeu Dias?

Em 1486, o rei dom João II passou o comando de uma expedição marítima a Bartolomeu Dias. A missão era procurar e estabelecer relações pacíficas com um legendário rei cristão africano, conhecido como Prestes João. Ele tinha ordens também de explorar o litoral africano e encontrar uma rota para as Índias. As duas caravelas de 50 toneladas e uma naveta auxiliar passaram primeiro pela angra dos Ilhéus (atual baía de Spencer) e o cabo das Voltas. Entraram em seguida num violento temporal. Ficaram treze dias sem controle, enfrentando o vento e as ondas. Quando o mar acalmou, navegaram para leste em busca da costa, mas só encontraram mar. Decidiram, então, ir para o norte, onde acharam diversos portos. Ao encontrar a foz de um rio, que batizaram de rio do Infante, a tripulação obrigou o capitão a voltar. Era o final de janeiro e início de fevereiro de 1488. Bartolomeu Dias deu-se conta então que passara pelo extremo sul da África, o cabo que, por conta da tempestade, ele havia chamado de cabo das Tormentas. O rei dom João II viu a novidade com outros olhos e mandou mudar o nome para Boa Esperança. Afinal, uma expedição portuguesa provara que havia um caminho alternativo para o comércio com o Oriente. A primeira representação cartográfica das zonas exploradas por Bartolomeu Dias é o planisfério de Henricus Martellus. Em 1652, o mercador holandês Jan van Riebeeck fundaria um posto comercial na região que, mais tarde, se tornaria a Cidade do Cabo. Bartolomeu Dias voltou ao mar em 1500, no comando de um dos navios da frota de Pedro Álvares Cabral. Após passar pelas costas brasileiras, a caminho da Índia, Bartolomeu Dias morreu quando sua caravela naufragou, ironicamente, no cabo da Boa Esperança. Frágil, a caravela era um barco rápido, pequeno e de fácil manobra. Em caso de necessidade, podia ser movida a remo. Os dados biográficos do navegador anteriores a essas viagens são escassos e contraditórios. A data de nascimento é ignorada. Ele foi escudeiro da Casa Real e administrador do Armazém da Guiné, e sabe-se que descendia de Dinis Dias. Há informações sobre um certo Bartolomeu Dias, mercador entre Lisboa e a Itália nos anos de 1475 e 1478, porém, pode ser outra pessoa com o mesmo nome. No entanto, seu feito nas costas africanas o fez ser imortalizado pelos dois mais famosos poetas portugueses. Além de ser personagem de Camões, em Os Lusíadas, Fernando Pessoa fez um epitáfio para ele: "Jaz aqui, na pequena praia extrema,/ O Capitão do Fim. Dobrado o Assombro,/ O mar é o mesmo: já ninguém o tema!/ Atlas, mostra alto o mundo no seu ombro."
A CARAVELA DE BARTOLOMEU DIAS FOI ENCONTRADA?

Caravela de Bartolomeu Dias pode ter sido encontrada?Em 30 de Abril de 2008, foi anunciada a descoberta de um navio naufragado ao largo da Namíbia que, de acordo com as primeiras investigações, poderá ser a caravela de Bartolomeu Dias.Segundo as investigações, trata-se de uma embarcação portuguesa que terá naufragado há cerca de quinhentos anos nas águas daquele país africano.O navio foi encontrado no dia 1 de Abril por uma empresa de diamantes da Namíbia, quando realizava operações de prospecção no Oceano Atlântico, que detectou vestígios de três canhões de bronze e de barras de cobre.Dentro do barco foi encontrado um tesouro - toneladas de cobre, serviços de mesa de loiça, canhões de bronze, presas de elefante, vários instrumentos de navegação e milhares de moedas de ouro espanholas e portuguesas datadas dos anos de 1400 e 1500.Na imagem: uma moeda de ouro denominada "português"cunhada a partir de Outubro de 1525, reinado de D. João III, uma das mais prestigiantes da época equivalente a dez cruzados de ouro e três moedas de prata portuguesa, encontradas nos destroç
os da embarcação naufragada.Um dos arqueólogos afirmou que os canhões são espanhóis, que há vestígios humanos e ornamentos ligados à realeza, considerando poder tratar-se de caravela com que Bartolomeu Dias naufragou ao largo do Cabo da Boa Esperança, no ano de 1500.Esta descoberta tornou-se numa das maiores de sempre no domínio da arqueologia subaquática. O Governo português foi contactado por esta empresa no sentido de enviar uma equipa de peritos para mais investigações.Os achados subaquáticos estão protegidos pela Convenção da UNESCO sobre a Protecção do Património Cultural Subaquático, de 02 de Novembro de 2001, que Portugal ratificou.punk rock brasileiro

Apesar de sua origem estrangeira, a música e a ideologia punk tiveram grande poder de diálogo com a juventude que respirava os últimos ares de nossa ditadura militar. No exterior, jovens suburbanos ingleses e norte-americanos buscaram romper contra o marasmo e o subjetivismo do movimento hippie e do rock progressivo para falarem de forma direta e objetiva sobre suas angústias, anseios e posicionamento político.
O inconformismo inglês cantado, em pouco tempo ganhou terreno em São Paulo entre estudantes e jovens empregados em postos de trabalho mal-remunerados. A falta de emprego e a vigilância das autoridades eram as principais bases para que a juventude dos bairros paulistanos mais carentes utilizasse da agressividade como válvula de escape e criação artística. Já nesse período, assistia-se o nascimento de bandas como Restos de Nada e AI-5 (uma menção clara contra o ainda vigente regime militar).
Entretanto, a proeminência do movimento parece também ter atingido outros pontos do país causando o aparecimento de punks em outros centros urbanos. Debaixo das barbas do governo, o Aborto Elétrico (formado por futuros membros da Legião Urbana e Capital Inicial) e a Plebe Rude disseminaram a estética punk no cenário musical brasiliense. Na Bahia, o grupo Camisa de Vênus foi responsável por criar alguns dos hinos que marcaram esse movimento.
Um dos grandes marcos desse movimento aconteceu no ano de 1982, quando alguns simpatizantes do punk rock organizaram o festival “O Começo do Fim do Mundo”. Nesse grande instante de mobilização dos punks brasileiros tivemos a participação de bandas de grande representatividade como Inocentes, Cólera e Ratos de Porão. De fato, esse evento representou a postura “faça você mesmo” que incitou a organização independente de material gráfico, shows, festivais e a gravação de algumas canções.
Com o passar do tempo, e a explosão das bandas de maior apelo comercial (como Titãs, Paralamas do Sucesso, Legião Urbana, Ira!, Kid Abelha e Ultraje a Rigor), a postura raivosa dos punks acabou não repercutindo em meio ao grande público. Dessa forma, o punk brasileiro passou a sobreviver de uma maneira fronteiriça na criação de um cenário underground da música jovem nacional.
Entretanto, a contribuição estética desse momento ainda reflete na formação de outras bandas e gêneros musicais do Brasil. A ironia, a contestação direta de questões cotidianas e o impacto sonoro são alguns dos legados que podem ser vistos nesse instante. De qualquer maneira, o punk brasileiro deve ser visto como um estilo que nos demonstrou com poucos recursos a vontade de jovens interessados em acabar com os anos de repressão que marcaram o país.
sexta-feira, 9 de janeiro de 2009
Por volta do ano 6000 a.C., o homem obteve uma importante conquista: descobriu que era possível fazer objetos de metais. O primeiro metal trabalhado por ele foi o cobre. Posteriormente, por meio da fusão, misturou cobre com estanho e obteve um metal mais resistente, passou a produzir armas mais poderosas e ferramentas mais eficientes. Por volta de 1500 a.C., conseguiu utilizar o ferro.
O uso dos metais, nesse período, foi o principal fator para o aperfeiçoamento dos instrumentos e das técnicas usadas na guerra, na caça e na agricultura. Os vestígios metalúrgicos mais antigos foram encontrados no Irã, na Turquia e no Líbano.
Com a agricultura, a criação de animais, o desenvolvimento da cerâmica, da tecelagem e o uso de metais, surgiram os trabalhadores especialistas, o tecelão e o ferreiro.
Ao mesmo tempo, o desenvolvimento dessas atividades levou ao surgimento das primeiras povoações, com a formação de pequenas vilas e cidades. Como resultado dessas conquistas os homens passaram a produzir mais do que necessitavam para seu próprio consumo.
Assim, começaram as disputas para ver quem ficava com esse excedente. Os vencedores enriqueciam ao se apropriar das terras e dos bens dos vencidos, que ficavam mais pobres.
Acredita-se que o trabalho especializado, as cidades, a propriedade privada, a desigualdade social, o Estado e a escrita surgiram primeiramente na Mesopotâmia e no Egito.

Peste negra
No tramitar da Idade Média, uma grande parte da população não tinha acesso ao conhecimento, nem mesmo o básico que é ler e escrever, e não tinha nenhuma perspectiva na vida de reter tais conhecimentos. O que ocorria neste período é o que ocorre nos dias atuais, as disparidades financeiras e de oportunidades. Na Idade Média ler e escrever eram privilégio de uma estreita parcela da população composta por integrantes da igreja e comerciantes. As primeiras escolas medievais se instalavam e eram regidas pelas igrejas e mosteiros, a partir do século XII, houve uma conscientização acerca da educação, pois a formação se fazia importante no comércio, que utilizava a escrita e o cálculo, e nesse mesmo período surgiram escolas fora da igreja. As universidades tiveram início no século XIII, como um tipo de associação de professores e alunos que se unia para questionar as autoridades, a universidade da França surgiu a partir de uma associação de professores e a da Itália foi composta por alunos. As universidades da Idade Média permitiam dentro de suas dependências o livre pensamento e ideologias, nesta época existia faculdade d
e artes, medicina, direito e teologia, todas as aulas eram ministradas em latim assim como grande parte das obras escritas. No século XI desenvolveu-se uma literatura variada: A poesia épica (falava sobre heróis e honra), a poesia amorosa (falava de amor e admiração à mulher) e Romance (guerra, aventura e amor). No campo da filosofia, os principais eram Santo Agostinho e São Tomás de Aquino, o primeiro defendia a razão e o mundo espiritual como superior e o segundo afirmava que o homem não devia se apoiar na religião.
Origem do aparelho dentárioOs aprimoramentos no campo da estética produzem atualmente uma avalanche de novidades que parecem singularizar nossa época. Maquiagens, cremes, tratamentos capilares, medicações, cirurgias parecem compor esse universo voltado para determinados paradigmas de beleza, harmonia e perfeição. Entretanto, poucos imaginam de que forma esse tipo de preocupação também afetou homens de outras épocas.
Para compreendermos melhor essa questão no passado, vamos falar um pouco sobre a busca por um "belo sorriso". Entre os gregos, essa preocupação já tomava alguns dos estudos e anotações de Hipócrates e Aristóteles. Em seus estudos sobre o corpo humano, ambos tentavam desenvolver uma técnica de correção dental. Indo para um tempo mais distante, temos uma múmia egípcia, descoberta por cientistas britânicos, que tinha uma folha metálica presa aos seus dentes tortos.
Em outras culturas, o sorriso, além de belo, deveria ser imortal. Pesquisadores que estudaram a civilização etrusca, um dos povos mais antigos da Península Itálica, descobriram que os seus mortos tinham toda sua dentição presa a tocos de madeira. Tal prática visava manter intacto o sorriso do morto em sua vida além-túmulo. Entre os romanos, o fisiologista Aurelius Cornelius indicava a pressão manual como técnica de correção da arcada dentária.
No período medieval, as idéias voltadas para a salvação do espírito pouco se importavam se o corpo físico tinha dentes belos ou desgrenhados. Somente na Europa do século XVIII, com a febre racionalista e empírica, novos estudos contribuíram para o surgimento da ortodontia. No ano de 1728, a publicação "O Cirurgião Dentista", de Pierre Fauchard, dava dicas sobre como seria possível corrigir os dentes de um paciente.
Nessa mesma obra, o estudioso francês apresenta uma engenhoca formada por uma peça metálica em forma de ferradura feita para expandir e, dessa maneira, melhor acomodar os dentes. O invento, batizado de "bandeau", é reconhecido como um dos primeiros esboços dos atuais aparelhos dentários. Quase um século depois, um outro francês chamado Gaston Delebarre foi responsável pela criação daquele fio de metal ainda hoje utilizado nos aparelhos ortodônticos.
Ainda no século XIX, o dentista Joachim Lafoulon foi responsável por criar o termo que designaria essa especialidade odontológica como "ortodontia". Depois disso, "Tratado sobre deformidades orais", do norte-americano Norman W. Kingsley pontuou novas técnicas que se tornaram referência para os tratamentos ortodônticos até a primeira metade do século XX. Depois disso, os aparelhos ortodônticos ficaram populares com o aprimoramento na fabricação de bandas, braquetes e fios.
Depois disso, a busca por esse tipo de tratamento passou a ser aprimorada com o objetivo de camuflar a presença do próprio aparelho. Os aparelhos externos, popularmente chamados de "freio de burro" causavam muito constrangimento às pessoas e, em muitos casos, desencorajava outros a passar pelas dolorosas sessões de manutenção do aparelho. Na década de 1970, novas técnicas permitiram a colagem direta dos braquetes na parte interna da arcada dentária.
Uma das últimas inovações nesse campo são os alinhadores transparentes de silicone, que transformaram a ortodontia em um tratamento praticamente imperceptível. A partir de então, os vários dos incômodos e ferimentos causados pelos aparelhos metálicos foram deixados para trás. Dessa forma, a busca pelo sorriso perfeito não exige o enfrentamento da "via crucis" que atormentava aqueles mais vaidosos ou, talvez, menos corajosos.
Halloween, o dia das bruxas
Dizer que o Dia das Bruxas, comemorado no Brasil no dia 31 de outubro, é apenas uma assimilação do Halloween norte-americano não seria uma verdade absoluta, pois a origem desta tradição remonta a passado e povos distantes: os celtas e druidas.
Os celtas
Os celtas comemoravam essa data no festival de Samhaim, no século V a.C. para agradecer as boas colheitas e porque acreditavam que nesse dia, que marcava o início do ano céltico, os espíritos desencarnados de todos aqueles que morreram no decorrer do ano, voltavam na busca de corpos de pessoas vivas nas quais eles habitariam durante o ano que se iniciava. Acreditava-se que essa era a única esperança de vida após a morte. Naturalmente, os que estavam vivos não queriam ser possuídos pelos espíritos dos mortos. Então, na noite de 31 de outubro, os habitantes dos vilarejos apagavam os fogos em suas casas, para torná-las frias e indesejáveis. Eles então se vestiam com roupas fantasmagóricas e realizavam desfiles barulhentos pela vizinhança, sendo tão destrutivos quanto possível, de maneira a assustar e amedrontar os espíritos que estavam a procura de corpos.
Os druidas
Os druidas, antigos sacerdotes de Gália e da Bretanha, também colaboraram para o Halloween se tornar uma comemoração tradicional. O ano novo Druida começava em 1º de novembro. Na noite anterior, eles acendiam uma grande fogueira no topo das colinas e pintavam o corpo para observar as chamas e contar suas experiências para celebrar o final do verão e da sua fertilidade. A fogueira também era acesa porque eles achavam que suas chamas poderiam ajudar o Sol durante o inverno.
O cristianismo e a festa pagã
Quando o cristianismo substituiu as religiões pagãs, as igrejas aproveitaram o dia 31 de outubro para homenagear todos os Santos. Já a noite anterior foi utilizada como dia oficial para se opor os fantasmas. A partir do final do século XVIII e XIX, a véspera do dia de todos os Santos se transformou, em alguns países num dia festivo, celebrado com trajes de fantasia, lanterna e jogos.
Por que uma vela dentro da abóbora? 
Esse hábito vem da Irlanda. Segundo o folclore desse povo, um homem chamado Jack tinha o hábito de fazer brincadeiras satânicas em cima de uma árvore. Numa dessas vezes Jack conseguiu prender o diabo dentro da árvore. Então, fez um pacto com o diabo que dizia o seguinte: "Se você me deixar em paz e nunca me incomodar, eu te solto". O diabo aceitou a proposta, e assim estava criado o pacto entre os dois. O tempo passou e Jack morreu, mas não conseguiu entrar no paraíso. O diabo, temendo as brincadeiras de Jack no inferno, não o quis também, mas deu a ele uma vela para iluminar seus caminhos. Jack então ficou com a vela que teria que durar a eternidade e, para que ela nunca apagasse, colocou dentro de um nabo com pequenos furos. Com o tempo o nabo foi substituído pela abóbora.
Por que "travessuras ou doces"?
Acreditava-se na cultura celta que para se apaziguar espíritos malignos, era necessário deixar comida para eles. Esta prática foi transformada com o tempo e os mendigos passaram a pedir comida em troca de orações por membros mortos da família. Também neste contexto, havia na Irlanda a tradição, que um homem conduzia uma procissão para angariar oferendas de agricultores, a fim de que suas colheitas não fossem amaldiçoadas por demônios. Uma espécie de chantagem, que daí deu origem ao "travessuras ou doces" (trick or treat).
O que quer dizer Halloween?
"Hallowed" é uma palavra do Inglês antigo que significa "santo", e "e'en" também de origem inglesa significa "noite", então o significado é "Noite Santa" ou "All Hallows Eve", "Noite de Todos os Santos".
Do medo à diversão
Anteriormente, o Halloween era considerado uma noite de medo, na qual homens sensatos respeitavam os duendes e os demônios. Hoje, esse dia nada mais é do que uma grande diversão, onde crianças e adultos se fantasiam de vampiros, múmias e fantasmas e saem às ruas festejando. O que será que os celtas e druidas achariam disso?
quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

O hábito de fumar teve diversas significações ao longo da história. No processo de descoberta do continente americano o hábito seria um exotismo apreciado pelos curiosos europeus. Séculos mais tarde, as películas dos primeiros filmes norte-americanos colocavam um pomposo cigarrinho na boca de suas divas e galãs como sinal de seu estilo de vida sofisticado. Hoje em dia, é alvo de grandes disputas judiciais e campanhas que combatem o hábito extremamente nocivo à saúde.
No entanto, quais seriam os primeiros responsáveis por criar esse hábito que ainda atrai milhares de pessoas ao redor do mundo? De acordo com as pesquisas voltadas para o assunto, a descoberta do cigarro deve ser atribuída aos nativos que moravam no continente americano. Alguns indícios arqueológicos apontam que o consumo de cigarro já acontecia há mais de oito mil anos. Os astecas fumavam o tabaco enrolado em folhas de junco ou tubos de cana. Outros povos preferiam a velha, e ainda conhecida, casca do milho.
Em um vaso maia do século X, foram encontrados índicos arqueológicos com o desenho de um grupo de indígenas fumando um chumaço de folhas de tabaco enroladas a um tipo de barbante. Aproximadamente cinco séculos mais tarde, quando o navegador Cristóvão Colombo chegou à América, os europeus tomaram gosto pelos hábitos dos nativos encontrados na região das Bahamas. Na ocasião, o navegador Rodrigo de Xerxes experimentou o hábito indígena e, quando retornou à Europa, levou algumas folhas consigo.
Algumas décadas mais tarde, os europeus passaram a reinventar os modos de consumo do tabaco. Já no século XVI apareceram os primeiros charutos, que se restringiam a uma pequena parcela da população que tinha condições de pagar pela cara especiaria. Surpreendentemente, foi o próprio caráter excludente do charuto que abriu caminho para a criação do cigarro. Trabalhadores pobres de Sevilha picavam restos de charuto na rua e enrolavam em papel.
Criando esse “charuto alternativo” teríamos o estabelecimento dos primeiros cigarros de toda a História. Apesar da criatividade empregada e a funcionalidade do novo produto, passaram vários séculos para que o consumo de cigarro se tornasse bastante popular. Segundo algumas estimativas, no final do século XIX, o hábito de mascar tabaco era bem mais popular que o consumo do cigarro. Somente no final desse mesmo século, o cigarro foi popularizado quando James Bonsack criou a máquina de enrolar cigarros.
Durante a Primeira Guerra Mundial (1914 – 1918), os soldados ganhavam carteiras de cigarro nas trincheiras de guerra. Atualmente, segundo algumas estimativas, cerca de um bilhão de pessoas fumam regularmente. A popularização do seu consumo acabou incitando vários problemas de saúde pública que hoje justificam a proibição por lei do uso do cigarro em lugares onde há grande circulação de pessoas.

